Ontem recebemos as assessoras educacionais do Sistema Maxi aqui em nossa escola. O tema abordado foi: "A arte de educar com limites sem medo de errar." Gostaríamos de trazer para você que é pai, mãe, avô, avó, tio ou tia, algumas informações que foram compartilhadas neste encontro. "Perca" um tempinho lendo (valerá muito), e mais, aplique na educação dos seus filhos durante todos os dias. Sabemos que educar uma criança não é nada fácil, contudo, não é uma missão impossível. Para tal, devemos nos empenhar e termos esta tarefa como algo prazeroso e recompensador, não uma obrigação sem nenhum compromisso.
Como podemos e devemos educar as crianças?
1- Estabelecer limites. Temos visto pais que dão sua autoridade para os filhos, e no final de tudo, quem manda em casa é a criança. Quem decide o que comer, o que vestir, o que falar, como fazer ou se comportar, são pessoas com dois anos de idade. Um ser que ainda não construiu seu próprio "eu" e sem consciência formada para atuar na sociedade com respeito, limites e preocupação com consequências. Pais, seus filhos necessitam saber o que deve comer porque faz bem a sua saúde e eles possuem o direito de serem levados a comerem estes alimentos (mesmo sem amar) porque irá garantir sua vitalidade. Seus filhos também precisam ouvir um não em determinados momentos, para entender que o mundo não gira em torno deles. Eles devem compreender que nem sempre as suas vontades serão as melhores, muitas vezes deverão ouvir conselhos. E isto tudo, serão vocês pais, que ensinarão impondo limites.
2 - Não compense sua ausência com a permissão de fazer quase tudo (ou tudo). Dessa forma, você não preencherá a falta que você faz. Pelo contrário, mostrará que existem coisas mais importantes que a sua presença. Deixará claro para a criança que tudo é substituído e sem valor. Seja pai e mãe em todo tempo, ainda que não possua muitas horas durante a semana para desfrutar com o seu filho, o pouco que tiver, faça valer a pena. E jamais, ofereça permissões desnecessárias, apenas com a intenção de receber o "perdão"do seu filho em troca da sua ausência.
3 - Crianças de 3 a 6 anos passam por uma fase chamada: Personalismo. Neste estágio elas possuem a necessidade de ter alguém como referência, como espelho. Elas imitam bastante. Por isso, o acompanhamento da criança neste período é de suma importância. E todos que convivem com elas devem se policiar em dobro, para em todo momento (ou grande parte dele) ser exemplo em tudo. A melhor forma de educar é ser exemplo. Não adianta seguir o que um conhecido ditado popular diz: "Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço", na prática isto não funciona, ou você faz para ser exemplo, ou suas palavras não terão muitos créditos.
4 - Os valores da nossa atual sociedade anda com muitos probleminhas, temos mudado alguns comportamentos e costumes que estão refletindo nas atitudes das nossas crianças. Devemos resgatar um pouco do que foi perdido, a fim de trazer mais humanização para os nossos pequenos. Tais quais:
* Hoje, o ser é ter, e não, o ter é ser. A pessoa para ser alguém, deve possui muitos bens, ter muita grana e sucesso em todas as áreas. A criança tem que ter um celular para ficar antenada como as demais, ela também deve ter um sapato X ou Y porque está na moda e por aí vai. Temos alimentado as crianças com esta verdade, quando na realidade, vale muito mais o seu caráter, do que qualquer bem material que um dia ela possa conquistar.
* Hoje, também somos um povo que anda perdendo sua tradição. Quantos de nós não sabemos mais o que é um almoço em família? Quem anda esquecendo a diversão e estresse de ter toda a família reunida na casa da vovó para compartilhar e dividir risos e choros? Nós, mais velhos, temos isto na lembrança, e nossas crianças? Elas terão o direito de recordar momentos como estes no futuro? Só depende de nós. Só depende de você.
* Hoje, os valores estão muito corrompidos. O sexo virou um simples ato físico, os sentimentos foram eliminados dessa prática tão boa e importante. Nossas crianças têm aprendido com as novelas que: devem curtir, trair, viver e aproveitar sem limites, sem respeito, sem relacionamentos profundos. E muitas vezes, nós adultos, permitimos que elas se vulgarizem através de danças, letras de músicas e tantas outras ações que passam a ser "normais" para elas, mesmo na verdade não sendo.
* Hoje, quem educa mais é a mídia. Quem estimula o que a criança irá comprar, o que ela irá falar, como ela pensará, é a tv, a internet, a revista e por aí vai. Você tem conversado com o seu filho? Tem sentado para analisar o que ele anda assistindo? Não falo de proibir, mas sim de instruir, caminhar ao lado. Não podemos "fechar" os nossos olhos, do contrário, quem os fará enxergar o correto por nós?
* Hoje, a criança não pode se frustrar. Quem nunca se frustrou na vida? Pode levantar a mão! Não fique cabisbaixo por estar com as mãos e pés levantados. Todos nós passamos por frustrações! E se você e eu levantamos nossas mãos, é porque estamos vivos! Não morremos por conta de nenhuma delas, não é verdade? E o seu filho? Morrerá? Não! Pelo contrário, através destas circunstâncias, crescemos, a partir destes momentos, nasce a perseverança, os sonhos, a vontade de lutar... Todos estes sentimentos são válidos e super necessários para a caminhada da vida aqui na terrra. Pemita que o seu filho receba "nãos" na vida (principalmente vindos da sua boca, quando for necessário), dessa forma, quando ele for ao mundo e receber negações, ele estará preparado e saberá que isso tudo não está relacionado com a pessoa dele (de maneira individual), mas acontece com todos, e ele pode superar.
Pais, amanhã é tarde demais para fazer o que só podemos fazer hoje. Amanhã podemos até remediar, mas hoje, podemos evitar o surgimento das doenças e das dores desnecessárias. E o mais importante, educar com limites é a melhor prática e maneira de expressar o verdadeiro amor. Ame e demonstre seu amor pelo seu filho. Ele não pode te ajudar muito nessa hora, porque ele não sabe como deve ser feito, este papel é seu! O dele, é apenas de ser filho!!
Ps: Gostaríamos muito de não termos a necessidade de escrever tudo aqui, para que vocês pais pudessem ler esse material tão rico. Nosso maior anseio era ter recebido todos vocês para ouvirmos e opinarmos sobre tudo isso pessoalmente, todos juntos. Infelizmente, contamos com a minoria - da minoria (me permitam a redundância), em nosso encontro. Que participemos mais das atividades propostas em parceria da Escola com os pais. Essa ausência cria lacunas, e estas, refletem e refletirão na vida das nossas crianças. Temos tempo para tudo, porque não para aprendermos ou até mesmo lembrarmos o que sabemos em prol dos nossos pequenos? Espero que tenham lido tudo e que tenham chegado até aqui, se o fez, está de parabéns, "gastou"um tempinho para refletir e se questionar sobre sua atual postura. Só não esqueça, a prática sempre é a saída para as soluções, conhecimento guardado não vale nada. Que Deus abençõe a cada educador, os sendo pais ou não. Porque a arte do educar é eterna e a mesma reflete em nós, até os nossos útimos dias.
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Escola Pequeno Aprendiz
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Achamos muito interessante o tema abordado e pretendemos praticá-lo juntamente com o apoio da Escola.
ResponderExcluirAmanda e Flavio, pais de Nanda - Infantil II